Ficou na memória o Granja União Merlot 1958 entre os tintos de idade que tomei na década de 1970. Foi nas terras que produziam as uvas desse e de outros bons vinhos da Companhia Vinícola Riograndense que a vinícola Luiz Argenta escolheu para se estabelecer. São 55 ha no município de Flores da Cunha, região onde rege a Indicação Geográfica Altos Montes.

Os irmãos Deunir e Neco Argenta fundaram a vinícola com o nome do pai. Deunir é o principal executivo, e acumula o cargo de presidente da UVIBRA, importante órgão do setor.

São as variedades brancas as responsáveis pela maioria dos vinhos ali produzidos, diz o enólogo chefe Edegar Scortegagna. Quando fiz a visita à Luiz Argenta em fevereiro de 2020, Edegar ainda não tinha sido escolhido como enólogo do ano 2020 pela Associação Brasileira de Enologia (ABE).

Edegar Scortegagna

As instalações são modernas, a cave causa impacto pelo cenário. Lá se pode ter uma experiência sensorial com degustação, sob agendamento.

Os vinhos são valorizados pela apresentação das garrafas, destacando os da linha LA Jovem.

Riesling (Itálico) e Shiraz da Linha LA Jovem

Com vista ampla para os vinhedos, o restaurante Clô é uma boa opção de almoço. O nome é homenagem a Clorinda Argenta, esposa de Luiz Argenta.

Existe também um wine bar, no casarão restaurado próximo à entrada da propriedade.

Em resumo: com arquitetura atraente, vinhedos cênicos, bons vinhos e diversidade de programas, vale a viagem!